
“A RUNWITHBROTO NASCEU DA MINHA HISTÓRIA, MAS HOJE PERTENCE A TODAS AS PESSOAS.”
– Flávio “Broto” Monteiro, fundador da RunwithBroto
Existe um momento curioso na vida de qualquer projeto.
O momento em que deixa de ser apenas uma ideia.
E passa a pertencer a outras pessoas.
Nem sempre acontece.
Muitas iniciativas continuam dependentes de quem as criou.
Crescem, ganham visibilidade, mas nunca deixam de girar em torno de um único nome.
Outras seguem um caminho diferente.
Transformam-se em comunidade.
Foi isso que aconteceu com a RunwithBroto.
O que começou como uma resposta a uma experiência profundamente pessoal acabou por criar um espaço onde centenas de pessoas passaram a escrever as suas próprias histórias.
A origem do projeto está ligada à transformação do próprio Broto.

Depois de crescer com excesso de peso, enfrentar o bullying e encontrar na corrida uma ferramenta para mudar a sua vida, percebeu que aquela experiência podia ser partilhada com outras pessoas.
Mas, em algum momento, a corrida deixou de ser sobre ele.
Começou a ser sobre quem aparecia pela primeira vez.
Sobre quem precisava de um incentivo para começar.
Sobre quem procurava um lugar onde ninguém fosse julgado pelo ritmo, pela idade ou pela condição física.
A comunidade passou a crescer porque cada novo participante trazia consigo uma história diferente.
Uns chegavam para melhorar a saúde.
Outros procuravam disciplina.
Muitos queriam simplesmente sentir que pertenciam a algum lugar.

E, sem que ninguém planeasse, a RunwithBroto deixou de ser um grupo de corrida.
Passou a ser um espaço onde as pessoas se encontram, criam amizades, recuperam a confiança e descobrem que as mudanças mais importantes raramente acontecem sozinhas.
Talvez seja esse o verdadeiro sinal de que uma ideia encontrou o seu propósito.
Quando deixa de depender do fundador para continuar a crescer.
Quando cada pessoa sente que também é responsável por aquilo que está a construir.

É por isso que Broto afirma que a RunwithBrotojá não lhe pertence.
Pertence a todos os que acordam cedo para correr.
A todos os que incentivam quem está a dar os primeiros passos.
A todos os que perceberam que uma comunidade não se mede pelo número de participantes, mas pelo número de vidas que consegue aproximar.
No fundo, as melhores ideias nunca permanecem propriedade de quem as criou.
Tornam-se patrimônio de quem decide fazê-las continuar.