Fundado em 2015, este coletivo moçambicano reúne Rober Mavila, Dhallas Matsinhe, Dercy Wamundotho, Tysow Alfa e Phiskwa. Famosos por unir o Hip‑Hop a línguas como ronga e chopi, suas letras tocam em temas políticos, sociais e culturais com autenticidade e intensidade.
Desde então, lançaram faixas impactantes como “Teka” e “Xindondi” (com Young Ricardo), que criticam o comportamento social e ganharam grande destaque no trap moçambicano.
O grupo também se consolidou como porta‑voz de críticas sociais expressas em “XIKHAFU” (sobre escassez alimentar), e em singles de intervenção como “Xkotela”, “Mali” e “Rwama”, reflexões profundas sobre eleições e realidades econômicas

Em maio de 2025, a AOPDH anunciou oficialmente o lançamento do seu aguardado EP HILESWO, após prévias com singles de alto impacto. O nome, possivelmente uma expressão em língua local, segue a tradição do grupo de propor reflexões por meio de palavras culturais autênticas.
O EP chega após um período de lançamentos intensos — singles como “Xkotela”, “Mali”, “Rwama” e “XIKHAFU” — e destaca-se por abordar a crise social, política e econômica em Moçambique. A proposta é manter o discurso interventivo e acender debates sobre identidade, solidariedade e transformação social, agora em formato mais compacto e coeso.
HILESWO chega num momento político tenso em Moçambique. O EP promete ser mais um catalisador de diálogos e mobilização, especialmente entre os jovens. Após lançar três singles de reflexão e anunciar o projeto em maio, o coletivo constrói um caminho consistente rumo a um posicionamento cada vez mais firme e representativo .